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05 novembro, 2016

(FR)ÁGIL - II VERSÃO

Evelina Oliveira
Primavera. Era.
Olhava para o céu. Esperando.
Da longa espera, cresceu.
Em tamanho e sonhos.
E na dimensão do universo, ainda esperava.
Recebeu bilhetes e logo cartas perfumadas.
O sino, no alto da torre, consumou sua sina.
Acaso? Um caso. Idiofone.
Quando se deu conta, já não era mais solidão.
Transformou-se em duplo, que no fundo ainda era um só.
O verão despontou no horizonte e avante.
Houve tempo para Epiphyllum Oxypetalum, carícias e beijos.
O mundo lhe foi apresentado. Desvendado.
Brisa e chuva. Cores e valores.
O tempo lhe foi tomado. Ágil.
Os fusos eram cada vez mais confusos.
Para o seu delírio, receitam colírio.
Folhas se apagaram. Lembranças secaram.
Tudo passou num piscar de olhos. Sem retorno e recomeço.
Bastar-se a si mesmo?
E apesar da autoridade da idade, ainda olhava para o céu.
Esperando.
Almejando.
A Estrela.
A hora da Estrela...

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