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21 junho, 2007

A CIDADE QUE NÃO ERA INVISÍVEL

Obra de Evelina Oliveira - arte contemporânea portuguesa.
A cidade que não era invisível - mas era! Bem, era uma vez... eram duas vezes... eram três vezes e assim infinitamente... um lugarzinho localizado num local privilegiado. Bem, não era tão privilegiado assim. Existiam outros muito melhores. E outros que não eram melhores mas as pessoas os tornavam melhor e especial. Esse local só era "privilegiado" porque as pessoas mentiam a respeito dele e se iludiam. Outros que consideravam esse lugarzinho como um pedacinho do paraíso perdido na terra, eram cegos.
Bem... tinha um monte de coisa nesse lugar que não vale a pena ficar aqui perdendo tempo lhes contando. Vou direto ao final da história; a parte mais interessante e sublime. Vamos lá:

"o sol já despontava sob a linha tênue do horizonte no mar. Foi então que uma tempestade de areia veio sobre o lugarzinho. Tudo foi, aos poucos, sendo encoberto pelos grãozinho brancos, até que a cidade desapareceu sob as dunas..."

(a)Moral da história?

Ninguém sentiu falta nem da cidade, nem das pessoas, nem das idéias que lá existiam.

Fim

3 comentários:

Fisionomia nota dez!!! disse...

imensas saudades de ti senti eu nesse inverno frio demais e gelado que faz aqui.
saudade de conversar contigo e olhar o mar logo em seguida.
bj da sempre amiga mah.

eu disse...

TE AMO >>> PP

Lisa disse...

me lembrei de um conto de "As viajens de Gulliver" de Swift, quando o herói encolhe e passa a olhar os humanos grandões de uma perspectiva mais detalhista, e lhe enxerga os defeitos da pele, sente os odores mais fortes, essas coisas. e descobre que se olhar bem, todos somos cheinhos de 'defeitos' e o que nos faz sermos bonitos e especiais é o olhar grosseiro que não pormenoriza e a ilusão artística sobre nossas atitudes. Viva a arte!
belo texto, Lisa

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